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A cultura e o chão comum da vida
Marcelo Ramos Saldanha, Henrique Echeverria

##manager.scheduler.building##: Prédio C
##manager.scheduler.room##: Sala 03
Data: 2016-09-14 05:45  – 06:00
Última alteração: 2016-11-10

Resumo


Este artigo pretende analisar a questão da cultura e da interculturalidade a partir do viés da fenomenologia material de Michel Henry. Em sua teoria da cultura, Henry ateve-se na busca pelo que é radical, ou seja, o modo segundo o qual a cultura se fenomenaliza originalmente: a sua substância. Ao procurar a matéria fenomenológica da qual a cultura é feita, Henry constatou que a Vida é o a priori que torna possível qualquer dado a posteriori, por isso, a Vida é o elemento constituinte da cultura, o que nos permite compreender a humanitas a partir da subjetividade, e essa reconduzida à sua dimensão de imanência radical. Assim, compreendemos que a relação entre os humanos se baseia primordialmente no nosso nascimento comum como filhos da Vida, tal como defendido por Michel Henry em C'est Moi la Vérité. Tendo esse nascimento comum como pressuposto, compreendemos a relação comunitária dos seres humanos a partir da condição ontológica comum a todos, que é o nosso status de seres afetáveis e afetivos, o que faz do afeto o elemento constitutivo de nós mesmos e a fraternidade da existência como consequência da auto-doação da Vida.


Palavras-chave


Cultura; Interculturalidade; Vida; Afeto; Existência